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EstacionamentoEstacionamentos crescem em Santos após proibições

AGO 20, 2015

Em 2014, eram 396 estabelecimentos; até junho deste ano, já são 413. CET de Santos diz que, com as restrições, mais veículos são beneficiados.

O número de estacionamentos em Santos, no litoral de São Paulo, aumentou em 2015. Em menos de um ano, foram abertos 17 novos estabelecimentos. O fenômeno pode ser atribuído ao crescimento da frota de veículos na região, mas, também, à diminuição dos espaços públicos disponíveis aos motoristas.

De acordo com dados da Prefeitura de Santos, em 2014, eram 396 estacionamentos na cidade. Atualmente, até junho de 2015, já são 413. Em dois anos, houve um aumento de mais de 4%.

Entre os motivos que podem ter contribuído para esse pequeno, mas representativo crescimento, estão o aumento do número de veículos circulando na cidade e a proibição do estacionamento em ruas e avenidas.

Segundo dados da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), em 2010, Santos contabilizava 136.599 carros. Em 2014, já eram 145.564, um crescimento de 21,5%. O aumento do número de motos, porém, foi ainda maior. Em 2010, eram 61.267 motocicletas; em 2014, a frota saltou para 70.905. Em quatro anos, houve um aumento de 27%.

A prefeitura passou a proibir o estacionamento de veículos em vários pontos da cidade, desde 2014. Em novembro, a restrição foi implantada na Avenida Washington Luís (Canal 3), entre as ruas Pedro de Toledo e Luiza Macuco; e da Avenida Francisco Glicério até a Rua Galeão Carvalhal. Em abril deste ano, foi a vez da Avenida Conselheiro Nébias. Já em junho, a proibição incluiu as ruas Machado de Assis, Lobo Viana e Santa Catarina.

Ao todo, são 16 vias com restrições de estacionamento em Santos. Alguns motoristas reclamam e muitos dizem que está difícil encontrar vagas, e que os estacionamentos privados estão muito caros.

Jobis Augusto, gerente do Estacionamento Dinel, no bairro Vila Mathias, ressalta que, há dois anos, o movimento no estabelecimento, que suporta até 80 veículos, vem aumentando. No local, o condutor paga R$ 4 a hora.

Marco Arroio, proprietário da rede de estacionamentos Santista, possui quatro unidades na cidade. Ele afirma que percebeu o aumento da concorrência. “Só na minha quadra, têm nove estabelecimentos”, diz. Arroio explica ainda que cada unidade de sua rede cobra um preço diferente, dependendo do movimento no bairro. No Centro, por exemplo, o motorista paga R$ 7 a hora, já no Gonzaga, desembolsa R$ 10.

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), as vagas não foram extintas com as proibições. As restrições são para horários determinados, com grande movimento de veículos.

Ainda de acordo com a CET, o objetivo da medida é garantir a mobilidade e melhorar o fluxo, especialmente nos horários de pico. Com as restrições, houve um ganho de 35% no tempo de viagem. Mais veículos são beneficiados enquanto estão circulando do que aqueles que ficam estacionados, muitas vezes, durante todo o dia.

FONTE: G1 SANTOS


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