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Postos & ServiçosPandemia antecipa tendências do varejo e transforma empresas e consumidores


Em pouco tempo, a crise causada pela pandemia do novo coronavírus mudou a maneira como as pessoas vivem, se relacionam e consomem. Especialista dá dicas de como preparar os negócios para o "novo normal".

JUN 19, 2020

Em pouco tempo, a crise causada pela pandemia do novo coronavírus mudou a maneira como as pessoas vivem, se relacionam e consomem. Mais do que uma transformação imediata na rotina da população, a covid-19 deve provocar impactos de longo prazo no comportamento das pessoas. Com esse cenário, as empresas começam a enfrentar
o desafio de entender essas mudanças e se reposicionar para um mundo pós-pandemia.

Enquanto autoridades trabalham para conter o crescente número de vítimas da doença, os consumidores em todo o mundo estão sentindo seus efeitos econômicos e reduzindo gastos drasticamente. Por isso, o novo consumidor mudou hábitos
e introduziu novos canais digitais, produtos e serviços em todas as categorias.

Pesquisa realizada recentemente pela PMA (Produce Marketing Association), associação global que representa
mais de 2.800 empresas ao redor do mundo, revela que os consumidores estão observando produtos e marcas com um novo olhar, exigindo mais qualidade e segurança. Os consumidores estão profundamente preocupados com o impacto da covid-19, tanto do ponto de vista da saúde quanto do econômico. Pessoas de todo o mundo se esforçam para se adaptar a um “novo normal”.

"Hoje as pessoas estão atentas ao modo como a empresa se relaciona com a sociedade e com seus funcionários, seus clientes e meio ambiente. Existe uma conscientização da sociedade de que as práticas que existiam tempos atrás não funcionarão mais”, alerta o especialista em varejo Marcelo Ermini, professor de Trade Marketing e Canais de Marketing na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e na Fundação Getúlio Vargas (FGV).

“Houve um choque. As pessoas ficaram assustadas e isso vai permanecer por um tempo. Estamos num momento pós-traumático e cada um reage de um jeito. Agora, cabe ao empresário entender como o seu cliente está se comportando”, orienta o especialista.

Para Ermini, no entanto, a velocidade de adaptação das empresas no Brasil é que fará com que o varejo brasileiro seja um caso de sucesso.

“Nessa pandemia, as pessoas (tanto consumidores como empresários) quebraram paradigmas. Por exemplo a compra e venda por Whatsapp ou por aplicativos. Este é um caminho sem volta e as empresas que mais rapidamente se adaptarem, são aquelas que terão um futuro melhor”.

Lições do passado
Ele lembra outras crises pelas quais o país já passou e que afetaram o comércio.

Em 2001, por exemplo, a crise energética forçou os brasileiros a economizar energia, desligando freezers e levando menos tempo com o chuveiro ligado. “Muita gente não voltou a ligar o freezer em casa”, exemplifica Ermini.
O mesmo aconteceu com a crise hídrica em São Paulo (2014-2016), quando as pessoas aprenderam a economizar água e o mesmo irá acontecer agora com a pandemia do novo coronavírus.

“Muitos aprendizados obtidos durante a pandemia permanecerão. Muita gente não tinha, por exemplo, o hábito saudável de lavar as mãos e agora tenho certeza que uma boa parte das pessoas continuará lavando as mãos e se preocupando com a limpeza dos estabelecimentos que frequenta”, acredita o especialista.

Empresas locais e venda on-line
O incentivo à compra de produtos essenciais em empresas locais foi um dos destaques durante a pandemia e essa preferência deve permanecer.

“As empresas precisam reenxergar sua posição e estudar seu microambiente, seus quarteirões, oferecendo serviços complementares. O ideal é que o dono da empresa converse com seus clientes e conheça suas necessidades”, orienta Marcelo Ermini.

A oferta de produtos pelas redes sociais também deve permanecer, mostrando-se um caminho sem volta. Entretanto, é recomendável que o estabelecimento esteja preparado antes de anunciar nas plataformas digitais e aplicativos de entrega. “Estamos no momento de preparar a casa, organizar os negócios”.

- Qualificação de funcionários traz bons resultados

Nem sempre a remodelação do seu negócio significa investimento de alto custo. O especialista em varejo aposta na qualificação dos funcionários e na formação de lideranças dentro da equipe para conquistar (ou fidelizar) os clientes, trazendo resultados positivos para a empresa.
Segundo Ermini, um funcionário cuidadoso, que atende os clientes usando máscara e luvas e disponibiliza álcool em gel, irá passar segurança ao cliente e esses cuidados serão levados em conta na hora da escolha do consumidor. “Preparar o seu funcionário com programas de capacitação e liderança trarão resultados e, além disso, um empregado bem preparado vale mais do que dois despreparados que podem levar você a perdeu seu cliente”, conclui o especialista
Qualificação de funcionários traz bons resultados


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