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ConsumoPostos veem queda de 50% nas vendas, diz Fecombustíveis


A Fecombustíveis, federação que representa postos de combustíveis no Brasil, já teme uma “quebradeira geral” diante de uma queda média já registrada de 50% na demanda em seus pontos de venda em cidades com mais de 300 mil habitantes, em meio ao combate do novo coronavírus.

MAR 26, 2020

Fonte: Reuters

A Fecombustíveis, federação que representa postos de combustíveis no Brasil, já teme uma “quebradeira geral” diante de uma queda média já registrada de 50% na demanda em seus pontos de venda em cidades com mais de 300 mil habitantes, em meio ao combate do novo coronavírus, afirmou à Reuters o presidente da entidade Paulo Miranda.
A redução nas vendas ocorre como consequência de medidas adotadas por autoridades e sociedade de restrição de deslocamento para combater a expansão do novo coronavírus pelo Brasil.

Diante do cenário, a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes (Fecombustíveis) já enviou ao governo federal ofícios requerendo alguns auxílios, dentre eles a suspensão da cobrança de impostos federais dos postos até que o mercado volte ao normal.

A ideia, segundo Miranda, seria que os impostos eventualmente suspensos –dentre eles Pis/Cofins– fossem pagos posteriormente com juros.

“Nós estamos informando isso para o governo: se não houver uma ajuda por parte do governo, pelo menos na questão dos impostos, com certeza terá uma quebradeira geral”, disse Miranda.

“Muitos postos não vão conseguir… Se o cara não conseguir pagar as contas dele, de repente ele consegue isso um, dois ou três meses, depois ele não aguenta mais e fecha.”

A Fecombustíveis, que representa cerca de 42 mil postos revendedores de combustíveis que atuam em todo o território nacional, pediu ainda ao governo medidas que reduzam os encargos trabalhistas e garantias de que a distribuição de combustíveis não seja impedida por questões logísticas em rodovias do país.

Miranda defendeu ainda suspensão de contratos de trabalho com compensações pagas aos funcionários. Segundo ele, a mão de obra nos postos –onde é obrigatória a contratação de frentistas– representa cerca de 40% do custo operacional.

Alguns pedidos feitos pelo setor de combustíveis foram atendidos recentemente pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que flexibilizou o horário obrigatório de abertura dos postos e também reduziu a necessidade de estoques de distribuidoras.

PREÇOS DE COMBUSTÍVEIS

Miranda também comentou uma cobrança feita nesta quarta-feira pela Petrobras, que afirmou esperar que cortes praticados por ela nos preços da gasolina vendida aos distribuidores, que já acumulam queda de 40% neste ano, cheguem aos consumidores finais, nos postos de combustíveis.

A declaração da Petrobras, enviada à imprensa, foi feita em momento em que os postos praticamente não refletiram as reduções aplicadas pela estatal, maior fornecedora de combustível às distribuidoras e postos.

Segundo pesquisa da agência reguladora ANP, até a última sexta-feira a gasolina havia tido queda de somente 1,6% no acumulado do ano, na média Brasil.

O presidente da Fecombustíveis afirmou desconhecer a metodologia da pesquisa da ANP e afirmou que a concorrência é grande no varejo e que as quedas praticadas em refinarias demoram, em média, de 10 a 15 dias para chegar na bomba, dependendo de diversos fatores, como consumo de estoques.

A ideia, segundo Miranda, seria que os impostos eventualmente suspensos –dentre eles Pis/Cofins– fossem pagos posteriormente com juros.

“Nós estamos informando isso para o governo: se não houver uma ajuda por parte do governo, pelo menos na questão dos impostos, com certeza terá uma quebradeira geral”, disse Miranda.

“Muitos postos não vão conseguir… Se o cara não conseguir pagar as contas dele, de repente ele consegue isso um, dois ou três meses, depois ele não aguenta mais e fecha.”

A Fecombustíveis, que representa cerca de 42 mil postos revendedores de combustíveis que atuam em todo o território nacional, pediu ainda ao governo medidas que reduzam os encargos trabalhistas e garantias de que a distribuição de combustíveis não seja impedida por questões logísticas em rodovias do país.


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