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Postos & ServiçosEstrangeiras voltaram ao Brasil há dois anos


Nos últimos dois anos, o mercado de distribuição de combustíveis vem passando por uma transformação que vai além das mudanças regulatórias. A chegada de quatro grandes grupos multinacionais ao Brasil, em 2018, fortaleceu o chamado mercado regional de distribuição (...)

DEZ 27, 2019

Matéria publicada na edição de dezembro/2019 da revista Postos & Serviços

Nos últimos dois anos, o mercado de distribuição de combustíveis vem passando por uma transformação que vai além das mudanças regulatórias. A chegada de quatro grandes grupos multinacionais ao Brasil, em 2018, fortaleceu o chamado mercado regional de distribuição, que tem como objetivo avançar diretamente sobre as gigantes BR, Ipiranga e Raízen.

Além da ALE, adquirida pelo grupo suíço Glencore, a chinesa Petrochina e a francesa Total compraram as distribuidoras TT Work e mineira Zema. Há ainda investimentos de outra suíça no Sul do País, a Vitol, que comprou participações da Rodoil. A aquisição de 78% da ALE pela Glencore ocorreu há pouco mais de um ano. Desde então, a empresa planejou um crescimento arrojado para 2019, que chegava a 20% a mais da receita do ano anterior.

“O ano de 2019 foi um ano de muitas novidades para a ALE. Lançamos uma nova plataforma de valor, com iniciativas para apoiar o revendedor ALE a rentabilizar cada vez mais o seu negócio. Isso fez com que surgisse um efeito muito positivo na revenda ALE. Estamos próximos de atingir nossa meta de 150 novos postos neste ano; em representação de volume de combustível, já alcançamos a marca equivalente aos 150. Em relação a faturamento, a ALE pretende faturar cerca de R$ 14 bilhões em 2019”, disse Diego Pires, diretor de Marketing e Varejo da companhia.

Já a Petrochina, subsidiária da Companhia Nacional de Petróleo da China (CNPC), comprou 30% da TT Work, holding do grupo brasileiro Total, com sede no Recife, que hoje ocupa o quinto lugar do País na distribuição de gasolina e sexto em diesel. A TT Work atende 2,2 mil postos de combustíveis no País e clientes industriais.

O objetivo da chinesa é melhorar seus resultados globais, ampliando a sua operação nas américas. A CNPC tem participação de 10% em consórcios de exploração do Campo de Libra, na Bacia de Santos, e de 20% na área de Peroba. A francesa Total, que comprou a Zema Distribuidora, tem atuado nos estados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, onde possui 280 postos.

Já a Rodoil, empresa de Caxias do Sul do País, despertou o interesse da suíça Vitol após alcançar um crescimento admirável em 2016, quando atingiu uma receita de 764 milhões de dólares e um lucro de 8,6 milhões de dólares, gerando um retorno de 56% sobre o patrimônio, a maior rentabilidade do setor.

ALE e Glencore querem ampliar presença no varejo 

A Ale já definiu um desafio ainda maior para 2020. A companhia quer conquistar volume equivalente a 250 novos postos, que passarão a reforçar a marca ALE nos 21 estados em que tem atuação, além do Distrito Federal. “Queremos ampliar cada vez mais nossa presença em todo o território nacional, onde operamos com cerca de 40 bases de armazenagem e distribuição”, anunciou Diego Pires, diretor de Marketing e Varejo em entrevista a Postos & Serviços.

Pires não comentou vantagens para a companhia pelo fato de a Glencore ser produtora de etanol e nem se os preços da ALE têm sido mais competitivos. Também não quis dar sua opinião sobre as mudanças em debate no mercado, como verticalização, venda direta de etanol entre usinas e postos e até mesmo o fim da tutela obrigatória da ANP sobre os contratos comerciais entre distribuidoras e a rede varejista. Confira abaixo mais detalhes:

Postos & Serviços – A ALE já efetivou o crescimento da sua rede de postos?

Diego Pires – Continuamos investindo no modelo de negócios que consolidou a marca ALE em todo País: proximidade e alinhamento junto à nossa revenda, com uma plataforma de varejo voltada, principalmente, para rentabilização dos postos e apoio ao revendedor. Dessa forma, estamos efetivando nossa meta de conquista de postos neste ano, sempre buscando apoiar nossa revenda para que tenha o melhor desempenho possível em seu ponto de venda. Até o dia 25 de novembro, inauguramos 127 postos e vamos chegar a 150 até o fim do ano. Podemos ressaltar que os novos postos conquistados em 2019 já respondem pelo aumento de volume previsto para o ano.

Postos & Serviços – Quantos postos ALE existem hoje no país e especificamente em SP?

Pires – Atualmente, a Rede ALE é formada por cerca de 1.500 postos. Atendemos também aproximadamente 3.500 postos “bandeira branca”, mensalmente. Nosso principal foco continua sendo o crescimento orgânico da Rede ALE, por meio da conversão e embandeirando postos. Especialmente em São Paulo, reforçamos nossos esforços para ampliarmos cada vez mais a presença da ALE por todo o Estado. Até o momento somamos 381 postos com bandeira ALE.

Postos & Serviços – Postos bandeira branca que queiram se associar à ALE são bem-vindos? Há um plano de atração de novos postos para a rede? Quais vantagens são oferecidas?

Pires – Com certeza, são muito bem-vindos. A ALE é uma empresa jovem, ágil, conectada e, com esse forte relacionamento, é a oportunidade para mostrarmos todas as nossas vantagens. Isso inclui o Clube ALE (relacionamento e fidelização), a parceria com a Moove para fornecimento de lubrificantes da marca Mobil, a Academia Corporativa ALE (treinamento e capacitação), o programa Ligados na Qualidade (certificação do combustível), as lojas de conveniência Entreposto (EP), as unidades de Serviço Automotivo ALE Express e outros produtos, serviços e parcerias que são desenvolvidas para fortalecer a revenda.

 


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