Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, e de Lojas de Conveniência, e de Empresas de Lava-Rápido e de Empresas de Estacionamento de Santos e Região – Sindicombustíveis Resan.

CombustíveisANP fará revisão da qualidade da gasolina brasileira

SET 5, 2019

A desenvolvimento tecnológico da indústria automobilística e a importação de combustíveis são dois dos fatores que obrigam a revisão da especificação da gasolina automotiva brasileira.

 A ANP promoveu nesta terça-feira, dia 3, audiência pública sobre a proposta que irá substituir a Resolução ANP nº 40, de 2013, e aprimorar a qualidade deste combustível.

A resolução estabelecerá as especificações e as obrigações quanto ao controle da qualidade, principalmente, em três pontos. O primeiro, é o estabelecimento de faixa de valores de massa específica da gasolina, o que significa mais energia e menos consumo.

O segundo, é relacionado aos parâmetros de destilação (especificamente sobre a temperatura de destilação no ponto 50% evaporado, ou T50), que afetam questões como desempenho do motor, dirigibilidade e aquecimento do motor.

O terceiro, é a fixação de limites para a octanagem RON, já presente nas especificações da gasolina de outros países. A fixação de tal parâmetro mostra-se necessária devido às novas tecnologias de motores e resultará em uma gasolina com maior desempenho para o veículo. Existem dois parâmetros de octanagem – MON e RON. No Brasil, só era especificada a octanagem MON e o índice de octanagem (IAD), que é a média entre MON e RON.

A iniciativa é resultado da realização, pela ANP, de estudos e pesquisas dos padrões de qualidade, considerando o acompanhamento das especificações e harmonizações internacionais e de debates com os agentes do mercado de combustíveis.

Atende aos atuais requisitos de consumo de combustível dos veículos e de níveis de emissões progressivamente mais rigorosos, considerando cenário futuro das fases L-7 e L-8 do Programa de Controle de Emissões Veiculares (Proconve – Ibama), e do Programa Rota 2030 – Mobilidade e Logística (Governo Federal).

A minuta passou por consulta pública de 45 dias, durante a qual foram recebidas 84 contribuições. As sugestões recebidas durante a consulta e a audiência públicas serão avaliadas tecnicamente e, após análise jurídica e aprovação pela Diretoria Colegiada da ANP, a nova resolução será publicada.


Comentários

Deixe seu comentário

Notícias Relacionadas