Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, e de Lojas de Conveniência, e de Empresas de Lava-Rápido e de Empresas de Estacionamento de Santos e Região – Sindicombustíveis Resan.

NotíciaGreve Geral pode deixar Santos sem ônibus e entrada da cidade bloqueada nesta sexta-feira

JUN 13, 2019

Paralisação pode fechar entrada de Santos, avenida da praia e acesso aos morros. Atendimento nos bancos também pode ficar prejudicado.

Protestos contra a reforma da Previdência, em defesa da aposentadoria e a favor da educação serão realizados em um ato unificado de greve geral nesta sexta-feira (14). A ação pode fazer com que o transporte público não funcione na Baixada Santista e que a entrada de Santos fique bloqueada, segundo informações preliminares. Existe, também, a possibilidade de um bloqueio na divisa entre Santos e São Vicente. A expectativa é que as concentrações ocorram a partir das 6h.

A greve reunirá cerca de 34 sindicatos, estudantes, classe trabalhadora, entre outros. Além das manifestações no início da manhã, está marcado um ato, a partir das 17h, com concentração na Estação da Cidadania, em Santos.

O presidente do sindicato dos servidores estatutários municipais de Santos (Sindest), Fábio Marcelo Pimentel, explica que os trabalhadores não podem ser punidos por aderirem à greve, de acordo com a lei. “Nenhum servidor municipal pode ser punido por participar da greve geral desta sexta-feira. O máximo que pode acontecer é a prefeitura não pagar o dia parado”.

Em assembleia na noite desta terça-feira (11), a categoria aprovou a participação no movimento nacional contra a reforma da previdência social. O presidente do Sindest reclama da reforma previdenciária e também da diminuição dos investimentos públicos em saúde, educação, moradia e projetos sociais.

Ônibus

A Prefeitura de Santos informou que uma há decisão do Tribunal Regional do Trabalho determinando que o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Santos e Região assegure a manutenção do transporte público nesta sexta-feira (14), garantindo atendimento da população da cidade de Santos e região, especialmente nos horários de pico, das 5h às 9h e das 17h às 20h.

A prefeitura também diz que tomará todas as providências para garantir o atendimento do transporte à população. Contudo, o efetivo cumprimento da decisão dependerá da não adesão do sindicato à referida paralisação. Os demais serviços da Prefeitura de Santos estão programados para funcionar normalmente.

A Viação Piracicabana, responsável pelas linhas municipais de Santos e Praia Grande e a BR Mobilidade, que comanda as linhas intermunicipais e o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), informa que irão operar normalmente nesta sexta-feira (14).

Ainda assim, há chances de que motoristas de ônibus se mobilizem e o serviço seja paralisado.

Bancos

 

Com a aderência do Sindicato dos Bancários à greve geral, o atendimento em agências bancárias pode ser afetado. A expectativa é de que a população não consiga ter acesso ao atendimento na boca do caixa.

“É hora de unir a população trabalhadora, a juventude, e dialogar também com os pequenos e médios empresários que também vão sofrer com os impactos na economia com o fim da aposentadoria e a privatização da previdência social. O povo brasileiro não pode permitir a aprovação dessa reforma, que atinge toda a população, os trabalhadores da ativa e os aposentados. Isso vai aumentar o desemprego, a paralisia da economia e a crise social”, afirma Big, Secretário de Relações Internacionais da Intersindical Central da Classe Trabalhadora e Secretário Geral do Sindicato dos Bancários de Santos e Região.

Porto de Santos

Trabalhadores do Porto de Santos estão entre os integrantes da greve geral, em protesto contra a privatizações das estatais. Devem participar o Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro) e Sindicato dos Trabalhadores Administrativos em Capatazia (Sindaport).

Educação

Na noite da última terça-feira (11), estudantes da Unifesp BS, em assembleia na unidade Silva Jardim, aprovaram a adesão à greve geral e ato unificado. Servidores de Santos, São Vicente, Praia Grande e Guarujá e servidores federais da educação e professores da rede municipal de Cubatão participam da paralisação, dentre outras categorias que também tiveram a adesão aprovada em assembleias estaduais, como é o caso do do Judiciário Estadual e Federal, além da Apeoesp.

Essa reportagem está em constante atualização - A TRIBUNA


Comentários

Deixe seu comentário

Notícias Relacionadas