Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, e de Lojas de Conveniência, e de Empresas de Lava-Rápido e de Empresas de Estacionamento de Santos e Região – Sindicombustíveis Resan.

Postos & ServiçosMargens das distribuidoras avançam

MAIO 13, 2019

Matéria publicada em abril/19 da revista P&S monstra que na região (em março deste ano) 85,15% do litro da gasolina C correspondem ao preço médio de distribuição.

Ao mesmo tempo que a margem bruta da revenda sobre a gasolina caiu, a pesquisa da ANP mostra um avanço do percentual do preço das distribuidoras sobre o preço final. Nas cidades pesquisadas pelo Resan, o revendedor comprou o produto, em fevereiro de 2015, por 82,97% do preço final de bomba, já com impostos incluídos.

No mesmo mês de 2018, o percentual passou para 87,57%. Em março deste ano, a margem média bruta das companhias sobre cada litro de gasolina C na Baixada Santista chegou a 85,15%; 85,56% no etanol; e 88,89% no diesel. Isoladamente, Praia Grande teve a maior média no produto, 86,78%. “Esses cálculos sinalizam que a revenda foi o player do mercado mais afetado durante o período de crise, em especial, no ano passado”, diz José Camargo Hernandes, presidente do Resan.

Na nota técnica enviada ao Cade pela ANP que aponta o aumento da concentração do setor atacadista de combustíveis nas mãos das três maiores companhias, o órgão regulador apurou que entre 24 de novembro e 18 de setembro do ano passado, embora o preço da gasolina C tenha caído R$ 0,51 por litro, as distribuidoras, na média nacional, apenas repassaram R$ 0,26 de redução por litro.

Neste cálculo, o órgão regulador diz que o consumidor final percebeu uma diminuição de R$ 0,10/ litro nas bombas. Daí que a Agência defende a necessidade de "promover mudanças estruturais, (...) assim como já recomendado pelo Senado ao aprovar o projeto de decreto legislativo referente à venda direta, pelo Ministério da Fazenda e pelo Cade, no que se refere à venda direta e à fidelidade à bandeira”.

Percentuais praticados em cidades da mesma região são muito diferentes

A margem média de revenda mais baixa no levantamento feito por P&S foi encontrada em São Vicente, em fevereiro do ano passado, para o diesel: 4,34% de diferença entre o preço de compra e venda do produto pelo posto. Neste caso, a fatia das companhias sobre o preço do litro no varejo chegou a R$ 95,65%. Um ano depois, a margem média mais baixa migrou para Guarujá (7,63%), com o percentual das distribuidoras calculado em 92,36% sobre o preço final. No mesmo período, nas cinco cidades da Baixada Santista, o índice médio de margem aplicado foi de 13,42% e 11, 47% sobre o preço das bombas, respectivamente em 2018 e 2019. As distribuidoras representaram 86,56% e 88,51%. 

Consumo de gasolina caiu pela metade de 2014 para cá

A margem média de revenda mais baixa no levantamento de preços realizado pela ANP foi encontrada em São Vicente, em fevereiro do ano passado, para o diesel: 4,34% de diferença entre o preço de compra e venda do produto pelo posto. Neste caso, a fatia das companhias sobre o preço do litro no varejo chegou a R$ 95,65%, ainda conforme a pesquisa oficial do órgão regulador. O consumo de gasolina C em São Paulo caiu 47% em cinco anos.

Em 2014, os paulistas consumiram, de acordo com a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado, 13 milhões 476 mil m³ do combustível. Já no acumulado de 2018, o volume baixou para 9 milhões 171 mil litros. “O volume de litros vendido nas bombas caiu muito e também acabamos pressionados para reduzir nossas margens. Hoje temos uma venda menor e um ganho por litro também reduzido, o que nos dá uma receita insuficiente para mantermos as despesas mínimas”, analisa José Camargo Hernandes, presidente do Resan.

Fonte: Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado Dados Energéticos de São Paulo (http://dadosenergeticos.energia.sp.gov.br/portalcev2/intranet/PetroGas/index.html)


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