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Postos & ServiçosA hora da virada chegou?

ABR 11, 2019

Com os pés no segundo trimestre, a economia brasileira já superou a crise que abate o Brasil há
quatro anos? Confira matéria da edição de Março da revista Postos & Serviços!

Matéria publicada na edição de março/2019 da revista Postos & Serviços

Com os pés no segundo trimestre, a economia brasileira já superou a crise que abate o Brasil há quatro anos? Afinal, 2019 é mesmo o ano da virada? O desemprego está caindo? Quantos postos de trabalho já foram recuperados? O que não faltam são perguntas sobre a retomada da prosperidade do País.

Na Baixada Santista e Vale do Ribeira, o desafio maior é mesmo a geração de renda e empregos. Nesta edição, Postos & Serviços fez uma análise apurada da realidade econômica regional onde, no auge da crise, foram fechados mais de 40 mil postos de trabalho.

O consultor Rodolfo Amaral, da R. Amaral Consultoria, Pesquisa e Análise de Dados, afirma que a crise não acabou e ainda está bem longe de isso acontecer. “A dívida pública brasileira é muito elevada e mesmo com a queda da taxa de juros o Estado brasileiro (União, estados e municípios) estão sem capacidade de promover investimentos públicos. Na iniciativa privada o processo também é lento, pois ainda há muita incerteza quanto ao êxito das grandes reformas estruturais do País, inclusive no âmbito previdenciário”.

Esse cenário explica o porquê o consumidor está colocando a mão no bolso aos poucos. Ainda assim, pesquisa sobre a intenção de consumo das famílias (ICF), realizada em fevereiro pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), aponta fevereiro como o terceiro mês consecutivo com aumento dos índices. Ou seja, o brasileiro começou a consumir mais.

“O cenário de inflação baixa e de queda gradual do desemprego tem impulsionado o consumo das famílias nos últimos meses. Além disso, a sinalização de que os juros básicos deverão permanecer inalterados no curto prazo contribui para o resgate das condições de consumo a prazo. Neste contexto e ainda neste semestre, a intenção de consumo das famílias deverá continuar evoluindo positivamente, superando as avaliações predominantemente pessimistas que perduraram nos últimos quatro anos”, explica Fabio Bentes, economista-chefe da CNC.

O ICF registrou aumentos de 2,7% em fevereiro diante de janeiro deste ano e de 13,1% na comparação anual, consequência de um cenário econômico mais favorável do que em 2018. Tanto na comparação mensal quanto na anual, é o maior patamar para fevereiro em quatro anos. Baixada e Vale do Ribeira Um dos fatores mais importantes para a retomada do crescimento é a geração de empregos.

Na região, segundo último balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a recuperação é lenta. Em 2018 foram gerados apenas 2.666 novos postos de trabalho formais, resultado das 102.929 admissões e 100.263 demissões ocorridas no ano passado.

Entre 2014 e 2017, foram fechadas 43.707 vagas com carteira assinada. “A Baixada Santista tem uma economia muito concentrada no comércio e na rede de serviços e estes setores dependem de uma renda estável da classe trabalhadora para gerar consumo e contratação de serviços”, diz Amaral.

Segundo ele, o único setor que sai um pouco deste cenário é o portuário, “mas o aumento de movimentação de cargas se dá com granéis sólidos e líquidos, com baixo retorno financeiro para a mão de obra. O que agrega valor são as movimentações de contêineres, geradas principalmente pelas importações, mas nesta área a evolução é muito lenta”. O que esperar? Amaral diz que serão necessários cinco anos para retomar o nível de empregos que a região possuía em 2013. Na Baixada Santista, a geração de empregos no ano passado correspondeu a apenas 6% do total perdido entre 2014 e 2017. 

CNC aponta luz no fim do túnel

Infelizmente, os números ainda não mostram um consumidor tão otimista quanto desejariam os comerciantes. Apesar da evolução consistente da propensão do brasileiro de sair às compras, a Intenção de Consumo das Famílias ainda não ultrapassou os 100 pontos, quando entraria na chamada zona de otimismo. Os mais pessimistas estão entre as famílias com ganhos até 10 salários mínimos (95,4 pontos). Consumidores com renda acima desta faixa já estão mais dispostos a gastar desde novembro de do ano passado.

PREVISÃO

Superado o período da recessão, as vendas no comércio varejista avançaram 4,0% em 2017 e 5,0% no ano passado. Para 2019, a CNC estima que o volume de vendas do comércio varejista deverá crescer 5,6%, na comparação com 2018.


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