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NotíciaOutubro Rosa: veja a importância do diagnóstico precoce

OUT 5, 2018

Conheça a história de superação da advogada que com o apoio da família e dos médicos está em plena recuperação.

Há mais de um ano que a advogada Michele Moreira, de 34 anos, luta contra o câncer de mama e pela recuperação total da saúde. Ela conta que recentemente havia passado por exames de rotina e que tudo estava normal, cinco meses depois começou a sentir dores na mama direita e em seguida veio a notícia do câncer.

“Eu nunca imaginei, nunca passou pela minha cabeça. Eu te falo que até hoje a ficha ainda está caindo. É uma notícia tão forte que você recebe, é algo tão novo e tão devastador que quando a médica me falou aquilo, na minha cabeça ela não estava falando comigo. Minha mãe que estava me acompanhando começou a chorar e eu pedi para ela ficar calma, escutar o que a médica tinha para dizer”, contou.

Michele conta que foram muitos momentos difíceis nos últimos meses, entre eles o momento que teve que raspar a cabeça e que faria a retirada da mama. “Foi bem difícil quando ela disse que com o resultado da quimioterapia meu cabelo cairia. Foi a primeira vez que eu chorei. Depois soube que teria que retirar a mama, para mim foi o momento mais difícil a ser encarado”, relembrou.

O pai de Michele, Emílio Moreira, conta que para todas as ocasiões ela contou com o apoio da família. “Não podemos demonstrar em momento algum que fomos atingidos, porque você tem que passar para ela a coragem e a vontade de viver. Hoje mesmo ela chorou muito porque uma amiga que ela conheceu no hospital acabou falecendo e eu dizia para a doutora que o choro não foi só porque perdeu a amiga e sim porque ela também sente medo”, diz.

De acordo com o mastologista José Guará, o tratamento do câncer de mama varia de cada caso, mas dura em média de oito meses há um ano. Os mecanismos de combate são definidos pelo tipo da doença, do grau de agressividade e do comportamento do organismo da paciente.

“Assim que ela recebe o diagnóstico, ela é submetida a alguns exames laboratoriais e uns exames de imagem que a gente chama de estadiamento. Após definir que é um tumor localizado na mama, nós temos algumas opções de tratamento. Em tese alguns tratamentos básico como a cirurgia, o tratamento sistêmico que envolve a quimioterapia, hormônio terapia, drogas alfo e a radioterapia. A sequência de iniciar com a cirurgia e a quimioterapia depende da idade da mulher, do tipo de tumor, do tamanho da lesão. Isso acaba direcionando que a gente faça uma programação do tratamento. A duração varia de acordo com o tipo de tratamento que é escolhido e que é compartilhado com o paciente, em geral, que envolve esses três tratamentos dura em média de seis a oito meses”, explicou.

“A gente só consegue propor para a paciente esse número de reconstruções por dois grandes motivos, a primeira é a capacitação técnica e clínica para os nossos mastologistas que fazem suas reconstruções e segundo são as campanhas que conseguimos fazer para arrecadar dinheiro para facilitar a compra das próteses. As próteses são custeadas pelo SUS, mas o valor que o SUS paga é inferior ao valor real da prótese, então a gente acaba tendo que complementar esse valor de alguma forma. Todo ano a gente tem feito a campanha com a venda das camisas e essas vendas têm garantido não só as próteses, como também permitiu que a gente comprasse novos materiais cirúrgicos que facilitam o procedimento para os mastologistas relacionadas a reconstrução", afirmou.

A oncologista Rachel Cossetti explica que os cuidados com a alimentação e atividades físicas são fundamentais para evitar a reincidência da doença, o que é conhecido como recidivo.

“O câncer é um tumor maligno e uma das definições que são aplicadas nesse diagnóstico é esse risco de recidiva, porque é uma lesão que já invadiu algumas estruturas do tecido do corpo e que permite que as células possam entrar na corrente sanguínea, na corrente linfática e se espalhar para outra parte. Quando a doença volta não quer dizer que eu tenho um novo tumor, mas quer dizer que em algum momento do meu tratamento inicial, alguma célula foi capaz de sobreviver. E essa é a doença que a gente chama de doença microscópica, a gente não consegue ver”, contou.

Michele ainda faz um tratamento complementar contra a doença e afirma que depois de tudo que passou se considera uma mulher mais forte. “Tudo passa, eu ouvi isso lá atrás, no início da minha quimioterapia. Muitas mulheres que eu encontrei falaram para mim que ia passar, lá naquele momento eu nunca pensei que ia passar a tempestade que eu estava vivendo e hoje de fato eu percebo que tudo passa. É difícil? É muito difícil, por ser uma experiência extremamente louca, mas depois passa e você fica mais fortalecida, fica mais cheia de coragem, com determinação, com garra e com alegria. O coração aprende o que é a verdade alegria, porque você se transforma em uma nova pessoa”, finalizou.

G1


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