Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, e de Lojas de Conveniência, e de Empresas de Lava-Rápido e de Empresas de Estacionamento de Santos e Região – Sindicombustíveis Resan.

CombustíveisSindicombustíveis Resan divulga Carta aberta

JAN 12, 2018

Preocupado com as recentes manifestações através das redes sociais e imprensa, o Resan preparou uma carta aberta para que você envie aos seus contatos e clientes. Confira

Com a implantação da nova política de preços da Petróleo Brasileiro S/A (Petrobras), que desde julho do ano passado está reajustando os combustíveis de acordo com a cotação do barril de petróleo no mercado internacional, o consumidor – assustado com os aumentos diários do diesel e da gasolina – busca um culpado ou, ao menos, uma explicação razoável para os aumentos diários.

Mas quem são os verdadeiros responsáveis pelo alto preço dos combustíveis? Por que não há um esclarecimento público sobre como é a composição de preços dos derivados de petróleo no Brasil?

Qual o nível de compreensão do consumidor sobre o quanto do custo do combustível é atribuído aos impostos? Será que ele sabe que a cada vez que a Petrobras aumenta o preço do litro da gasolina ou do diesel, os estados aumentam ainda mais a base de cálculo sobre a qual vai ser recolhido o ICMS? E que isso gera também centavos de real a mais no preço da bomba?

São muitas as perguntas sem respostas.

A verdade é que não tem sido possível para a revenda repassar para o consumidor o reajuste integral que ela vem pagando pelos produtos dia após dia. Para não afastar ainda mais o cliente do posto, a saída tem sido absorver parte do aumento. Esta é a única forma do dono do posto ver sua venda não despencar ainda mais.

Até quando o posto revendedor conseguirá se manter com as margens de revenda cada vez mais baixas? Até quando conseguiremos manter os empregos dos quase 3 mil trabalhadores da Baixada Santista e Vale do Ribeira?

De acordo com dados da ANP, a margem de distribuição + revenda média dos postos é de 12% sobre o preço final. É com esse montante que são pagos todos os custos das empresas (aluguel, água, luz, licenças), incluindo remunerações dos colaboradores, encargos trabalhistas, tributos, despesas com manutenção, etc.

Em regiões afetadas pela concorrência desleal acirrada pelas diversas fraudes, essa margem tende a ser ainda menor, o que está levando muitas empresas do varejo de combustíveis à falência. O mais grave é que, diante do alto custo dos combustíveis, o consumidor nem sempre tem se preocupado com a qualidade.

Confira você mesmo na ilustração abaixo a composição de preços de venda da gasolina ao consumidor.


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