Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, e de Lojas de Conveniência, e de Empresas de Lava-Rápido e de Empresas de Estacionamento de Santos e Região – Sindicombustíveis Resan.

PostoEspecialistas indicam como identificar fraude

JUN 26, 2017

Fraudadores adicionam substâncias não permitidas ao combustível para aumentar volume; consumidor sofre com batida de pinos e maior gasto.

Combustíveis comercializados no Brasil devem corresponder à especificação físico-química determinada pela ANP. Nem sempre um combustível fora da especificação é resultado de adulteração: algumas circunstâncias não propositais, como armazenamento inadequado, podem afetar a composição do produto.

Porém, é fato que existem indivíduos ou grupos de fraudadores que adulteram combustíveis visando a aumentar a margem de lucro. Em geral, os fraudadores adicionam alguma substância não permitida ao produto, para aumentar o volume.

O consumidor, além de não receber pelo que pagou, ainda corre o risco de ver seu veículo enguiçar por causa da adulteração do combustível. Resíduos em bicos injetores e válvulas, sujeira nas velas de ignição e na câmara de combustão, aumento de consumo e batida de pinos são as principais consequências.

Confira abaixo as principais adulterações.

ETANOL HIDRATADO

Uma adulteração muito comum é o chamado “álcool molhado”. Ou seja, o fraudador mistura etanol anidro ao etanol hidratado (o etanol combustível). Isso é proibido: etanol anidro (que tem cor laranja) só pode ser misturado à gasolina.

GASOLINA

A principal irregularidade encontrada na gasolina é o excesso de etanol anidro (quando fica acima da porcentagem máxima permitida).

ÓLEO DIESEL

A principal irregularidade encontrada no diesel é o aspecto. Este deve ser límpido e isento de impurezas. O que varia entre os tipos de diesel comercializados é a quantidade de enxofre que contêm: o S-500 tem 500 partes de enxofre por milhão; o S-10, 10 partes por milhão.

COMO FUNCIONAM AS BOMBAS FRAUDADAS (BOMBA BAIXA)

As bombas de combustíveis têm o lacre do Inmetro por meio dos Institutos de Pesos e Medidas (Ipems). A fraude mais comum é a alteração do componente eletrônico da CPU da bomba, com a instalação de um chip (microcontrolador), que faz com que ela marque um volume de combustível maior do que o efetivamente colocado no tanque.

Na placa interna da bomba, há um aparelho chamado pulser, cuja função é fazer girar o placar que marca o volume de combustível colocado no tanque do automóvel. Fraudadores costumam adulterar esse pulser, trocando a sua placa ou colocando um chip acoplado nela. Esse chip é controlado por controle remoto ou até mesmo por um aplicativo de celular. Entre a placa e o pulser há o chicote (conjunto de fios), e fraudadores podem colocar o chip algumas vezes na placa, no pulser ou no chicote.

Na fraude, estima-se que o abastecimento fique de 8% a 12% abaixo do combustível marcado como vendido. Um posto que vende 300 mil litros de gasolina por mês, por exemplo, numa fraude em torno de 10% pode faturar líquido cerca de R$ 100 mil.

O GLOBO

Leia mais: https://oglobo.globo.com/economia/especialistas-indicam-como-identificar-uma-possivel-fraude-em-combustiveis-21518480#ixzz4l7LX1GlO 
 

 


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