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Gigante dos postos de gasolina fecha contratos de geração com a Alcoa no Pará, negocia a implementação de uma unidade com Congonhas e analisa oportunidades em shoppings.
Embora já atue em áreas relacionadas com a geração energética, a empresa do grupo Petrobras quer deixar de ser conhecida unicamente pelos postos de abastecimento de combustíveis que levam sua bandeira.
Um dos objetivos é desenvolver o maior número possível de projetos de geração de energia para o consumidor final, através de térmicas, permitindo a autossuficiência nos horários de pico de consumo.
A primeira unidade será instalada no Aeroporto de Congonhas. Pelo menos 12 shoppings centers deverão contar com centrais geradoras até o final deste ano.
Conhecida por sua rede de postos de gasolina, a BR Distribuidora quer se consolidar na área de geração de energia.
A empresa já oferece ao mercado cinco tipos de serviços dedicados ao varejo, além de participar de empreendimentos do setor industrial.
Este ano a companhia se estrutura para iniciar projetos mais ambiciosos como a implementação de uma unidade geradora no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
O objetivo é fazer com que este segmento dentro da empresa passe a gerar melhores resultados aos acionistas. "Esse ano será para consolidar os negócios e já em 2011 trabalhar com resultados significativos", afirma Marco Antonio de Oliveira do Couto, gerente de planejamento de negócios de energia da BR Distribuidora.
O maior número de novos projetos está na área de geração de ponta, que permite a auto-suficiência dos clientes nos horários de maior consumo de energia.
Nesse segmento a estatal tem uma parceria com a BRMalls e deverá levar centrais geradores de energia para diversos shoppings centers.
"Vemos a possibilidade de instalar geradores em pelo menos 12 shoppings em 2010", diz Couto. A_BR hoje já está operando 40 MW de geração na ponta.
A companhia, que há dois anos fornece energia a gás para o Aeroporto Internacional de Maceió, também negocia com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) os detalhes técnicos para a implementação do mesmo sistema em outros aeroportos. O primeiro deverá ser instalado em Congonhas.
Para os aeroportos o serviço oferecido é o de cogeração de eletricidade e de energia térmica. Em Maceió, a energia gerada é da ordem de 0,7 MW. Em São Paulo, a demanda será de 4 MW. Os projetos preveem segurança energética, além de redução de custos.
O ano que deverá marcar a arrancada da BR no novo filão de negócios começou com a instalação de 13 motogeradores nas térmicas Alcoa Porto e Alcoa Beneficiamento, ambas em Juruti, no Pará.
O projeto customizado para a empresa americana está dividido em duas usinas com capacidade de geração de 9,8 megawatts (MW) e de 5,6 MW.
Segundo o executivo da área de energia, os geradores, inicialmente, irão atender o consumo próprio da Alcoa, mas se trata de um sistema modular que pode ser realocado para outros projetos.
De acordo com Couto, o segmento de mineração tem uma demanda muito forte por energia e contratos com duas grandes siderúrgicas começam a ser negociados.
"Estamos avaliando porque a BR tem um controle dos investimentos por Brasília. Estudamos o modelo de Sociedade de Propósito Específico (SPE) que pode nos dar condições de buscar financiamento mais barato", diz Couto.
Dentro do portfólio da BR ainda há espaço para projetos de energia eólica e solar. O último anunciado foi o uso pioneiro de água quente produzida por energia solar para a lavagem de veículos na rede Lavamania.
FONTE: Brasil Econômico
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