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Petróleo fecha em alta com Arábia Saudita disposta a manter cortes na produção

10 SET 2019

 

 

Fonte: IstoÉ

Os contratos futuros de petróleo encerraram o pregão desta segunda-feira, 9, em alta, com as notícias de que o novo ministro de Energia da Arábia Saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, pretende manter a política de cortes na produção.

O petróleo WTI para outubro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em alta de 2,35%, em US$ 57,85 o barril. Já na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para novembro encerrou em avanço de 1,70%, a US$ 62,59 o barril.

Os dois contratos atingiram níveis que não alcançavam desde 31 de julho, quando o WTI foi cotado a US$ 57,95 e o Brent, a US$ 63,69.

A Arábia Saudita anunciou no sábado o príncipe Abdulaziz bin Salman, irmão do príncipe herdeiro e filho do rei saudita, Salman bin Abdulaziz Al Saud, como novo ministro de Energia, em substituição a Khalid al-Falih.

Em seu primeiro pronunciamento após a nomeação, Salman afirmou que não tem planos para mudar a política de produção de petróleo. “Acho que fundamentalmente a política energética da Arábia Saudita está apoiada em pilares. Os pilares não mudam”, afirmou a repórteres.

O país é a principal liderança da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), cujos membros acordaram cortes na produção do óleo como forma de apoiar as suas cotações. Para o novo ministro, os produtores “têm de compartilhar a responsabilidade” de equilibrar o mercado da commodity.

O Comitê Técnico da Opep deve se reunir nesta semana para discutir a implementação dos cortes de produção, mas, para o analista do Commerzbank Carsten Fritsch, não são esperadas alterações na política.

Seguem no radar dos investidores, ainda, as expectativas de que estímulos econômicos estão por vir nas próximas reuniões de política monetária de grandes bancos centrais, como o Banco Central Europeu (BCE), cujos dirigentes se reúnem nesta quinta-feira, e o Federal Reserve (Fed, o banco central americano), cuja decisão de política monetária será publicada em 18 de setembro. Estímulos à economia tendem a apoiar os preços do petróleo, na medida em que a demanda pode ser fortalecida.