Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, e de Lojas de Conveniência, e de Empresas de Lava-Rápido e de Empresas de Estacionamento de Santos e Região – Sindicombustíveis Resan.

Governo pede apuração de prática de cartel pelos postos de combustíveis

10 FEV 2018

Agência Brasil  

Victor Ribeiro

O Cade, Conselho Administrativo de Defesa Econômica, vai reforçar a fiscalização sobre os postos de combustíveis em todo o país. O objetivo é evitar a formação de cartel – quando comerciantes combinam preços.

O pedido para investigar os postos foi feito na quinta-feira (08), pelo ministro da secretaria Geral da Presidência da República, Wellington Moreira Franco.

No dia 3 de julho do ano passado, a Petrobras adotou uma nova política na formação de preços de combustíveis. Um dos objetivos era exatamente aumentar a concorrência.

O assistente social Márcio de Oliveira dos Santos, do Rio de Janeiro, também cobra que quando o preço cair para o comerciante, o combustível fique mais barato para os motoristas.

Consumidores do Rio de Janeiro e de Brasília ouvidos pela reportagem afirmam que postos de uma mesma região praticam preços parecidos, em vez de concorrer. A saída é procurar gasolina mais barata longe de casa. A aposentada Selma Campos, de São Pedro da Aldeia, no litoral do Rio de Janeiro, vai até a cidade vizinha para abastecer.

Em 2016, o Cade chegou a fazer uma intervenção em postos de combustíveis do Distrito Federal. Na época, a rede Cascol foi multada em mais de R$ 90 milhões e teve de vender alguns postos. Para o empresário Renato Santana, a operação deveria levada a outros lugares.

Já a psicóloga Aline Ferreira avaliou que os preços voltaram a ser combinados pelos comerciantes na capital do país.

Nos últimos cinco anos, o Cade investigou e julgou 17 casos de concorrência ilícita, somente no setor de combustíveis. Atualmente, outras oito investigações em andamento.