Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, e de Lojas de Conveniência, e de Empresas de Lava-Rápido e de Empresas de Estacionamento de Santos e Região – Sindicombustíveis Resan.

IBGE: vendas do varejo registram queda de 0,5% no mês de agosto

11 OUT 2017

 

Brasil Econômico

 

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (11) os resultados da Pesquisa Mensal do Comércio, que mostrou que em agosto, o comércio varejista nacional apresentou retração de 0,5%. A receita nominal também recuou 0,1%, frente a julho e na série com ajuste sazonal.

Segundo o IBGE , a queda no volume de vendas aconteceu após quatro meses consecutivos de taxas positivas, cujo ganho acumulado foi de 2,1%. No que se diz respeito a agosto do ano passado, o volume de venda registrou acréscimo de 3,6% – quinta alta seguida nesta base comparativa. Já o acumulado no ano Öcou em 0,7%, em contrapartida ao acumulado nos últimos 12 meses, que permanece negativo, com baixa de 1,6%.

Atividades e segmentos

Em agosto, o varejo deteve taxas predominantemente negativas, atingindo sete das oito atividades que integram o setor. Os principais contribuintes para o recuo foram: equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, com queda de 6,7%; tecidos, vestuário e calçados, com menos 3,4%; livros, jornais, revistas e papelaria, com recuo de 3,1%; combustíveis e lubricantes, com baixa de 2,9% e artigos farmacêuticos, médicos ortopédicos, de perfumaria e cosméticos com retração de 0 5%.

Outros artigos de uso pessoal e doméstico e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo também in×uenciaram, com decréscimos de respectivamente, 0,4% e 0,3%. Em contrapartida, com bom desempenho, encontra-se o setor de móveis e eletrodomésticos que avançou 1,7%, mantendo o ritmo crescente neste tipo de comparação. Entretanto, foi a atividade de móveis e eletrodomésticos a responsável pela maior participação positiva no total do varejo, ao crescer 16,5% no volume de vendas, frente a agosto do ano passado, registrando assim a quarta alta consecutiva.

Em termos acumulados, as taxas foram de 8% de janeiro a agosto deste ano e 0,8% nos últimos 12 meses. Vale mencionar que o comportamento positivo do setor vem sendo impactado pela diminuição da taxa média de juros no crédito às pessoas físicas e pela manutenção da massa de rendimento real.

O setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, apresentou variação de 1,7%, considerado o segundo maior contribuinte para a formação da taxa global do varejo, uma vez que acresceu pela quinta vez seguida, o que confirma a sua taxa ascendente. No mês, a atividade foi fortemente impactada pela manutenção da renda real das pessoas ocupadas e pelo alívio na pressão dos preços doa alimentos em domicílio, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor – Amplo (IPCA).

Porém, o indicador acumulado de janeiro a agosto deste ano ainda permanece com a variação negativa de 0,2% e com perda de 1,3% no acumulado nos últimos 12 meses. O segmento de tecidos, vestuário e calçados, com 9% no volume de vendas em comparação com agosto do ano anterior, deteve a terceira contribuição positiva à taxa global do varejo. As taxas acumuladas foram de 7,3% em janeiro a agosto e de 0,3% nos últimos 12 meses. A influência exercida sobre o setor foi re×etida pela manutenção da massa de rendimento real, o que o fez ficar com o desempenho acima da média.

A atividade de outros artigos de uso pessoal e doméstico, que integra segmentos como lojas de departamentos, ótica, joalheria, artigos esportivos e brinquedos, também foi o terceiro segmento com maior in×uência para a taxa varejista. Com crescimento de 6,1% nas vendas em comparação ao mesmo período do ano passado, a atividade obteve seu quinto resultado positivo seguido. Em termos acumulados, as taxas foram de 0,6% no ano e de menos 1,7% nos últimos 12 meses.