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Brasileiros aderiram ao home office, mas querem suas vidas pré-pandemia, aponta pesquisa

31 JUL 2020

Fonte: Valor Econômico

Passada a tempestade pandêmica, em um cenário ideal onde uma vacina eficaz possa aniquilar a covid-19, quais mudanças de hábitos adotadas durante o isolamento devem ser mantidas e quais delas serão deixadas para trás? Ou seja, depois que o mundo virou de ponta-cabeça, o que deve voltar ao lugar, quando concluído o ciclo mais tenebroso da doença? Pois estabelecer os limites dessa fronteira entre as variações transitórias e as perenes, em oito áreas da atividade humana, foi o objetivo da nova pesquisa de opinião pública realizada pelo Instituto Travessia, de São Paulo, com exclusividade para o Valor.

A enquete, que examina o que de antigo restará no “novo normal”, foi realizada entre os dias 23 e 24 de julho em cinco grandes cidades do Brasil: São Paulo, Rio, Porto Alegre, Recife e Salvador. As 1.010 entrevistas revelam, sobretudo, adesão surpreendente ao “home office”. Indicam ainda forte disposição das pessoas em alterar práticas de consumo e transporte, caso o trabalho remoto se imponha. Por fim, a sondagem identifica alterações na forma com que brasileiros pretendem consumir entretenimento, cultura e a maneira como lidam com a educação.

O “home office” surge como pivô para eventuais metamorfoses. Configura o que especialistas definem como “puxador de tendências”. “Dependendo do nível em que for adotado, pode provocar uma série de outras alterações, atingindo setores como a mobilidade, o trânsito, o comércio e assim sucessivamente”, diz Renato Dorgan Filho, sócio do Instituto Travessia. “Na prática, ele desencadeia mudanças em cascata.”

Entre os entrevistados, 45% disseram ter trabalhado em casa durante a pandemia. À primeira vista, o percentual soa um tanto minguado. Mas não é. Afinal, ele representa um segmento limitado da sociedade, composto, em geral, por trabalhadores com carteira assinada, grupos que realizam atividades em escritórios ou profissionais liberais. Dessa turma, 67% definiram como “boa” a experiência do trabalho remoto, ante 18% que a classificaram como “ruim” e 15%, como “indiferente”.

A reportagem completa está disponível no site do Valor Econômico.