Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, e de Lojas de Conveniência, e de Empresas de Lava-Rápido e de Empresas de Estacionamento de Santos e Região – Sindicombustíveis Resan.

Equipe de Guedes vê fim de isolamento a partir do dia 7

26 MAR 2020

Fonte: O Globo
 

A equipe econômica trabalha com projeções que consideram o fim gradual da quarentena contra o coronavírus a partir do dia 7 de abril. A avaliação é que as medidas anticrise anunciadas até agora não são suficientes para suportar um período maior que esse de atividades completamente suspensas.

Até agora, as medidas anunciadas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, garantem alívio para empresas e mais acesso a crédito pelo período de três a quatro meses. Segundo técnicos, essas ações foram elaboradas levando em conta o relaxamento do isolamento daqui a duas semanas.

De acordo com uma fonte, o tempo de auxílio precisaria ser maior porque, mesmo após o retorno à normalidade, a atividade voltaria em marcha lenta. Assim, “os shoppings estariam mais vazios, porém funcionando”, disse a fonte.

Na noite de terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro sugeriu que sejam suspensas medidas de contenção do vírus, como suspensão de aulas e fechamento do comércio — medidas tomadas principalmente por governadores e prefeitos. A declaração de Bolsonaro, na contramão de recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), foi criticada por especialistas e autoridades.

O time de Guedes tem se reunido com representantes do setor produtivo para avaliar as preocupações do empresariado. Na avaliação de uma fonte, hoje o país não tem uma quarentena oficial, mas apenas ações em alguns estados. O problema é que a lista inclui as maiores economias do Brasil: Rio e São Paulo. Segundo este técnico, o fato de as medidas restritivas não terem partido da União dificultam que a flexibilização seja tocada pelo governo federal.

A avaliação de que seria necessário chegar a um “meio termo” entre isolamento e manutenção da atividade já havia sido destacada por Guedes semana passada. A visão é compartilhada por aliados, como o presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes.

— Devemos tomar todas as medidas sanitárias de precaução e proteger os idosos, mas não podemos parar a economia —disse Novaes.